sexta-feira, 6 de maio de 2011

Tapa na cara !

ALGUEM CONHECE O RAUL?
Durante minha vida profissional, eu topei com algumas figuras cujo
sucesso surpreende muita gente.
Figuras sem um vistoso currículo acadêmico, sem um grande diferencial
técnico, sem muito networking ou marketing pessoal. Figuras como o
Raul.
Eu conheço o Raul desde os tempos da faculdade. Na época, nós tínhamos
um colega de classe, o Pena, que era um gênio.
Na hora de fazer um trabalho em grupo, todos nós queríamos cair no
grupo do Pena, porque o Pena fazia tudo sozinho.
Ele escolhia o tema, pesquisava os livros, redigia muito bem e ainda
desenhava a capa do trabalho - com tinta nanquim.
Já o Raul nem dava palpite. Ficava ali num canto, dizendo que seu
papel no grupo era um só, apoiar o Pena.
Qualquer coisa que o Pena precisasse, o Raul já estava providenciando,
antes que o Pena concluísse a frase.
Deu no que deu.
O Pena se formou em primeiro lugar na nossa turma. E o resto de nós
passou meio na carona do Pena - que, além de nos dar uma colher de chá
nos trabalhos, ainda permitia que a gente colasse dele nas provas.

No dia da formatura, o diretor da escola chamou o Pena de 'paradigma
do estudante que enobrece esta instituição de ensino'.
E o Raul ali, na terceira fila, só aplaudindo.
Dez anos depois, o Pena era a estrela da área de planejamento de uma
multinacional.
Brilhante como sempre, ele fazia admiráveis projeções estratégicas de
cinco e dez anos.
E quem era o chefe do Pena? O Raul.
E como é que o Raul tinha conseguido chegar àquela posição? Ninguém na
empresa sabia explicar direito.
O Raul vivia repetindo que tinha subordinados melhores do que ele, e
ninguém ali parecia discordar de tal afirmação.
Além disso, o Raul continuava a fazer o que fazia na escola, ele apoiava.
Alguém tinha um problema? Era só falar com o Raul que o Raul dava um jeito.
Meu último contato com o Raul foi há um ano. Ele havia sido
transferido para Miami, onde fica a sede da empresa.
Quando conversou comigo, o Raul disse que havia ficado surpreso com o
convite. Porque, ali na matriz, o mais burrinho já tinha sido
astronauta.
E eu perguntei ao Raul qual era a função dele. Pergunta inócua, porque
eu já sabia a resposta.
O Raul apoiava. Direcionava daqui, facilitava dali, essas coisas que,
na teoria, ninguém precisaria mandar um brasileiro até Miami para
fazer.
Foi quando, num evento em São Paulo, eu conheci o Vice-presidente de
recursos humanos da empresa do Raul.
E ele me contou que o Raul tinha uma habilidade de valor inestimável:...

ELE ENTENDIA DE GENTE!

Entendia tanto que não se preocupava em ficar à sombra dos próprios
subordinados para fazer com que eles se sentissem melhor, e fossem
mais produtivos.
E, para me explicar o Raul, o vice-presidente citou Samuel Butler, que
eu não sei ao certo quem foi, mas que tem uma frase ótima: "Qualquer
tolo pode pintar um quadro, mas só um gênio consegue vendê-lo".
Essa era a habilidade aparentemente simples que o Raul tinha, de
facilitar as relações entre as pessoas.
Perto do Raul, todo comprador normal se sentia um expert e todo pintor
comum, um gênio.
Essa era a principal competência dele.
'Há grandes Homens que fazem com que todos se sintam pequenos. Mas, o
verdadeiro Grande Homem é aquele que faz com que todos se sintam
Grandes".

Autor desconhecido

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Muito Boa

Agora não pergunto mais pra onde vai a estrada. Agora não espero mais aquela madrugada. Vai ser, vai ser, vai ter de ser, vai ser faca amolada. O brilho cego de paixão e fé, faca amolada. Deixar a sua luz brilhar e ser muito tranquilo.Deixar o seu amor crescer e ser muito tranquilo. Brilhar, brilhar, acontecer, brilhar faca amolada. Irmão, irmã, irmã, irmão de fé faca amolada. Plantar o trigo e refazer o pão de cada dia. Beber o vinho e renascer na luz de todo dia. A fé, a fé, paixão e fé, a fé, faca amolada. O chão, o chão, o sal da terra, o chão, faca amolada. Deixar a sua luz brilhar no pão de todo dia. Deixar o seu amor crescer na luz de cada dia. Vai ser, vai ser, vai ter de ser, vai se muito tranquilo.