PROCESSADORES
História...
O primeiro processador do mundo nasceu juntamente com o primeiro computador, o Eniac (Eletronic Numerial Integrator and Calculator), construído por John Von Neumann em 1946.
O processador do Eniac era discreto, ou seja, suas unidades funcionais eram fisicamente separadas e comunicavam-se através de fios, cuidadosamente soldados por mãos humanas.
Em 1971, em uma firma chamada Intel Corporation, um homem de nome Ted Hoff construiu um processador que tinha todas as unidades reunidas em um chip: era o 4004, o primeiro microprocessador.
O que é um Processador?
O processador é a unidade principal do computador, o cérebro - ele controla o fluxo dos programas, executa operações lógicas e aritméticas, acessa a memória, faz solicitações aos periféricos, confunde-se com a CPU.
Quando nasceu o Processador?
O primeiro processador do mundo nasceu juntamente com o primeiro computador, o Eniac (Eletronic Numerial Integrator and Calculator), construído por John Von Neumann em 1946.
O processador do Eniac era discreto, ou seja, suas unidades funcionais eram fisicamente separadas e comunicavam-se através de fios, cuidadosamente soldados por mãos humanas.
Em 1971, em uma firma chamada Intel Corporation, um homem de nome Ted Hoff construiu um processador que tinha todas as unidades reunidas em um chip: era o 4004, o primeiro microprocessador.
O 4004 foi possível porque, anos antes, em 1959, Bob Noyce (mais tarde fundador e o primeiro presidente da Intel) teve a idéia de reunir vários componentes eletrônicos em uma pastilha de silício.
Noyce deu-lhe o nome de circuito integrado, ou C.I., mas o nome que ficou popular foi mesmo chip.
A diferença básica entre o processador tradicional (discreto) e o microprocessador é o fato de este último poder ser produzido na linha de montagem, em larga escala, diminuindo drasticamente o custo.
Por causa do preço e do pouco calor dissipado, os microprocessadores se espalharam pelo mundo, conquistaram o mercado, fizeram fortunas incalculáveis e quase levaram empresas como a IBM e a DEC à bancarrota.
Evolução dos Processadores...
Desde o Eniac até 1974, os processadores - discretos ou integrados - utilizavam conjuntos de instruções (instructions set) bastantes complexos.
Este tipo de arquitetura, por sua difícil execução, exige que o processador analise as instruções e execute pequenas sub-rotinas (ou microcódigos) fosse contraproducente, Jonh Cocke, da IBM, teve a idéia de construir um processador mais simples, que não necessitasse de microcódigo, deixando o trabalho pesado para os programas.
Estava criada a filosofia do computador com conjunto reduzido de instruções (Reduced Intruction Set Computer - RISC), um processador menor, mais barato, mais frio.
Como era preciso identificar os outros computadores, não-RISC, foi cunhado o termo CISC (Complex Instruction Set Computer).
Apesar de inventada em 1974, a filosofia RISC só chegou ao mercado em 1985, pelas mãos da Sun Microsystems, com seu Sparc.
Evolução com os RISC´s...
Quando os RISC chegaram, passou a haver três vãos no mercado de informática: os Mainframes, computadores corporativos, enormes, absurdamente caros; Microcomputadores, individuais, baratos e lentos; e as novas máquinas, as Workstations, para aplicações científicas, não muito caras mas muito, muito rápidas.
O mercado mudou de lá pra cá.
Os micros ficaram muitíssimo rápidos, os RISC ficaram absurdamente rápidos e os mainframes estão acabados.
Mesmo os conceitos de computador pessoal e de workstation deixaram de existir.
O aumento de performance dos micros e a exaustão vão de workstations forçaram os RISC a diminuírem seus preços e desenvolver interfaces gráficas para disputar o mercado com os micros.
Intel
A Intel, ao vender microprocessadores como o 4004, pretendia que os fabricantes de computadores (que controlavam todas as etapas da produção) terceirizassem a produção de componentes, algo inédito e, aparentemente, impossível.
Parece que o feitiço virou-se contra o feiticeiro, pois hoje há uma miríade de fabricantes de processadores (especialmente RISC) loucos para tomar-lhe o mercado.
O número de diferentes processadores à venda e tamanho que é difícil entender o que se passa no mercado.
O que são estes chips, afinal?
Quem vai vencer a batalha dos processadores?
Na verdade, a grande briga entre os fabricantes de processadores tem um único objetivo: roubar o mercado da Intel, responsável por mais de 70% dos processadores vendidos no mundo, tarefa nada fácil.
Recentemente, a Intel lançou várias novas versões do Pentium.
Com o Pentium III, (versões acima de 500MHz, que utiliza wafer de 0.35u e tem tensão de 2.7 V) a Intel diz que garante ter resolvido um problema de superaquecimento e, de quebra, colocou no mercado chips com performance digna de um RISC.
Uma observação curiosa a ser feita é que cada vez que os microprocessadores sofriam mudanças em sua tecnologia (velocidade), suas tensões, ou seja, sua alimentação passava a diminuir, fazendo com que os microprocessadores esquentem mais, exigindo técnicas melhores de resfriamento.
Em compensação, o consumo de energia diminuía também.
